sexta-feira, 10 de maio de 2013

Morre Reinhard Heydrich, monstro de Praga

Reinhard Heydrich
Reinhard Heydrich foi um importante militar alemão, integrante do auto escalão da  Obergruppenführer dentro da SS, a temida tropa de choque nazista. Ele liderou a RSHA e foi por dois anos presidente da Interpol. Preparou pessoalmente a Reunião de Wannsee, que implementou a "Solução Final da Questão Judaica", cuja meta era o extermínio de 11 milhões de judeus.

Hoje, poucos duvidam de sua perícia à frente do Sicherheitsdienst (SD - Serviço de Segurança), vinculada às SS, com o objetivo de investigar, prender e eliminar toda oposição ao regime nazista, em especial nos países ocupados. O SD, sob a liderança de Heydrich, perseguiu comunistas, judeus e outros grupos religiosos que se recusaram a aderir ao nazismo. Heydrich foi, também, supervisor da "Solução Final" (Endlösung, em alemão). Nesta altura, ele foi incumbido de exercer o seu trabalho na Tchecoslováquia, onde se sabia da existência de um movimento de resistência nacional.

O Protektor em ação

Uma das primeiras atribuições dadas a Heydrich (que recebera o cargo de protetor dos territórios da Boêmia e Morávia, por isso ficou conhecido como Protektor) na SS foi estabelecer um modus operandi para o Sicherheitsdienst. O Protektor logo se destacou pela sua obsessão na busca de informações e denúncias, reais ou não, ciente de que estas garantiriam sua ascensão ao poder.

Outra ação audaciosa e inescrupulosa creditada a Heydrich foi a Operação Skoblin – a falsificação de documentos que denunciaram o envolvimento de generais russos com a espionagem alemã. Na época, Stalin teria sido induzido a expurgar quase todo o alto comando das forças armadas soviéticas, enfraquecendo seriamente a resistência militar da URSS diante  de um futuro e provável ataque alemão.

O atentado contra Heydrich

Na manhã de 27 de maio de 1942, Heydrich saiu no seu carro, acompanhado pelo seu motorista, para apanhar um avião até Berlim. Os assassinos, dois tchecoslovacos,  esperavam a postos numa curva onde supostamente o carro passaria. Um deles usava uma pistola Sten de fabricação britânica, que deveria disparar contra o Mercedes-Benz do Protektor – mas a arma falhou. Reagindo à falha do companheiro, o outro homem lançou uma bomba artesanal, atingindo o carro e ferindo Heydrich gravemente. Com o impacto da explosão da granada, Heydrich teve o baço perfurado por estilhaços e, posteriormente, devido à infecção, teve septicemia. Embora tenha sido socorrido imediatamente, morreu uma semana depois, em 4 de junho de 1942, num hospital (a morte se deu pela falta de penicilina, cuja fórmula os alemães ainda desconheciam). No funeral, toda a cúpula do Terceiro Reich se reuniu. Hitler declarou: "Ele foi um dos maiores nazistas, com coração de ferro, um dos mais implacáveis inimigos daqueles que se opõem a este Reich".

O jornalista Alberto Dines, em programa que foi ao ar na TV Brasil, pelo Observatório da Imprensa, numa série de quatro programas especiais sobre os 70 anos do fim da guerra, comentou que Hitler ficou furioso ao saber do atentado. "A Besta Loura, como foi chamado, ou Monstro de Praga, era o braço direito de Heinrich Himmler, o chefe da Gestapo, muito respeitado pelo próprio Führer e foi o responsável por algumas das mais brutais e sangrentas ações nazistas, como a Noite dos Cristais, que destruiu milhares de lojas, fábricas e sinagogas dos judeus em toda a Alemanha, em 1938", disse.

"Ao saber da morte do `Protetor da Tchecoslováquia´, o Führer decidiu assassinar aleatoriamente 10 mil pessoas", prosseguiu Dines. A fúria de Hitler concentrou-se depois na pequena vila de Lídice, que teria abrigado os autores do ataque. Cerca de 300 pessoas foram mortas (todos os habitantes). Os países aliados criticaram duramente as mortes e diversas localidades foram batizadas com o nome da vila.

Fontes:
Wikipedia
Observatorio da Imprensa
*Escrito por Larissa Godoy

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Ataque Doolittle


No mês de abril de 1942 o clima entre Japão e Estados Unidos começou a esquentar cada vez mais. Os americanos se rendem aos japoneses em Bataan. E em represália ao ataque à Pearl Habor, os americanos planejaram o Ataque Doolittle, onde atacaram as cidades de Tóquio, Yokogama, Nagoya e Kobe.

Arquitetado pelo Tenente-Coronel James Harold Dolittle, o ataque foi realizado em 18 de abril e foram usados 230 kg de bombas. A investida obrigou os japoneses a se mudarem para suas ilhas, onde poderiam ter usados as suas unidades de caça contra os Aliados.

Após o ataque a Tóquio, foi descoberto que dois aviões estavam desaparecidos. Meses depois soube-se que pelo menos oito pilotos americanos eram mantidos reféns na sede da polícia japonesa.

O episódio foi recriado nos filmes Trinta Segundos sobre Tóquio (1944) e Pearl Harbor (2001).

Fonte:
*Escrito por Roberta Damiani

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Batalha do Mar de Java


Local da batalha

O que foi? 

O maior episódio Naval, desde a Primeira Guerra Mundial,  que ocorreu em 27 de fevereiro de 1942.  Uma batalha travada entre as forças japonesas contra os Aliados, que se subdividiu em atritos menores, mas de grandes perdas. 

Entenda a Batalha

No mês de fevereiro de 1942, os japoneses atacavam a Europa através do Pacífico, contando com navios e equipamentos marinhos de última geração. Em contrapartida, holandeses e norte-americanos contavam apenas com alguns vasos de guerra, ainda da Primeira Guerra Mundial. 

A partir daí, algumas batalhas foram travadas:

- 13 de fevereiro: Aliados tentaram sem sucesso impedir o desembarque e a captura do maior porto exportador de petróleo na Sumatra.

- 19 de fevereiro: A 1ª Frota Aeronaval do almirante Chuichi Nagumo destruiu o porto de Darwin (base naval e linha e de suprimentos para as operações nas Índias Orientais).

Sobre Java

Foi no dia 27 de fevereiro de 1942 que o Japão, com comboios e escolta, foi para o mar, com intuito de invadir Java. O Mar de Java fica no sul do Oceano Pacífico e tem cerca de 310.000 km². Tentando defendê-lo do ataque japonês, as forças navais Britânicas, da Holanda, da Austrália e americana se juntaram. Apesar da fusão de forças, os Aliados estavam em extrema desvantagem. 

Quando se encontraram, os combates duraram do meio dia à meia noite. 

Sobre o Estreito de Sonda

Os Aliados sofreram vários danos. Muitos navios foram afundados e muitos homens foram mortos. Sendo assim, com a escassez de armamentos, em 28 de fevereiro, os aliados navegaram até o porto de Tjilatjap pelo Estreito de Sonda. Porém com a escassez de combustível, encontraram-se com o núcleo da força naval japonesa. Travou-se então, uma batalha desigual. As forças dos Aliados foram desimadas. Já os japoneses apenas perderam um navio de transporte de tropa.

Balanço Geral

A batalha exterminou a força naval Aliada. Os japoneses conseguiram invadir Java, ainda que houvesse resistência britânica e holandesa na ilha, e em março aconteceu a rendição total das forças terrestres.

Fonte:

*Escrito por Vanessa Beraldo

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os japoneses atacam Pearl Harbor e os Estados Unidos entram na Guerra

'Tora! Tora! Tora!': a temida esquadra americana afunda, em chamas, em águas havaianas


Em 7 de dezembro de 1941, num ataque supostamente inesperado, o Japão bombardeou a base norte-americana no Havaí. Supostamente, pois já desde meados de 1940, os Estados Unidos conseguiam decifrar os códigos diplomáticos japoneses e interceptar, de antemão,  seus movimentos. Desta forma, embora desconhecessem o dia e hora do ataque, já esperavam por ele.

Os dois países, já há anos, viviam um clima de estabilidade frágil. Desde o início do século, eles disputavam entre si a detenção do comércio no Pacífico e no Extremo Oriente. O Japão ascendeu como nova potência mundial na década de 1930 e os Estados Unidos sabiam que ele seria seu principal adversário no caso de guerra. Desde 1931, quando houve a Ocupação da Manchúria, os norte-americanos viam claramente a real possibilidade de um conflito.

Por serem capazes de interceptar as mensagens em códigos dos japoneses, os Estados Unidos estavam prevenidos. Contudo, eles criam que nada seria feito contra Pearl Harbor, mas somente contra outras bases, na Ilha de Guam e nas Filipinas, e só se preocuparam em protegê-las, deixando o Havaí de lado. Contudo, tal suposição se mostrou errônea. 

Conforme estudos de historiadores, naquele dia 7 de dezembro, o chefe de Estado-Maior, general George Marshall, recebeu um aviso do possível ataque japonês a uma base americana, mas o alerta mandado a Pearl Harbor chegou muito tarde e nada mais pôde ser feito.

O ataque teve enormes proporções e mais de 2.000 americanos morreram, além da destruição de 18 embarcações e 349 aeronaves.  Segundo as palavras do presidente Roosevelt, esta foi "uma data que viverá na infâmia".

Tal acontecimento foi a gota d’água que fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial, fazendo assim com que o conflito, que já tomava conta de toda a Europa, se alastrasse pelo continente americano. Pode-se dizer, com base em estudos da História, que desde o início os EUA esperavam que o Japão desse o primeiro passo e, assim, eles entrariam na guerra como vítimas, não como agressores.  

Pearl Harbor antes do ataque 

Destruição da base

Em 2001, foi lançado um filme sobre o acontecimento na base. Ben Affleck, Kate Beckinsale e Josh Hartnett protagonizam esta obra do cinema. Pearl Harbor ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Sonoros e foi indicado em outras três categorias: Melhores Efeitos Especiais, Melhor Som e Melhor Canção Original ("There You'll Be"). Também recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original.




Fontes:

*Escrito por Emily Caroline



sábado, 4 de maio de 2013

Operação Barbarossa



Adolf Hitler                   Josef Stálin

Foi como ficou conhecida a operação militar em que a Alemanha nazista invadiu a União Soviética, iniciada em 22 de junho de 1941.

O objetivo dos alemães era o domínio imediato da União Soviética, antes do rigoroso inverno Russo, a começar por Arkhangelsk e Astrakhan, chamada de linha A-A. Mas no fim de janeiro de 1942 as tropas de Hitler foram paralisadas pelo Exercito Vermelho. Impedindo que conseguissem conquistar Moscou, já que o grupo inicial da ofensiva não foi formado novamente.

Hitler desde o inicio soube que deveria evitar o rigoroso inverno russo, para isso ele enviou sua imensa tropa antes do rigoroso inverno russo.


Forças
~3.9 milhões (incluindo reserva)
3.600 veículos blindados
4.389 aeronaves
46.000 peças de artilharia
~3,2 milhões inicialmente (após mais de 5 milhões)
12-15.000 veículos blindados,
35-40,000 aeronaves (11.357 prontas para o combate no dia 22 de junho de 1941)
Baixas
250.000 mortos
500,000 feridos
25,000 desaparecidos
2.093 aeronaves destruídas
2,758 blindados destruidos
802.191 mortos (somente baixas documentadas)
3,000,000 feridos
3.300.000 capturados.
21,200 aeronaves destruídas
20,500 veículos blindados perdidos


Pacto Ribbentrop-Molotov

É o acordo de não-agressão, assinado dois anos antes, pelos dois países, mas o governo alemão não respeitou o pacto invadindo o governo de Stalin. E por acreditar nesse pacto, Stalin levou algum tempo até acreditar que Hitler, o mesmo com quem assinara um pacto de não-agressão, estava invadindo o seu país.

Por que Barbarossa?

Federico Barbarossa foi Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. O nome Barbarossa (barba roxa) seria uma referência a sua longa barba ruiva. Seu governo foi reconhecido como precursor da unidade do povo alemão no século XIX, assegurando a influência alemã na Europa Ocidental.












As mesmas dificuldades de Napoleão

De acordo com muitos livros de História, a comparação das trajetórias de Adolf Hitler e Napoleão Bonaparte demonstra que o passado pode ser uma importante fonte de aprendizado. Não considerando o desastroso resultado da campanha russa promovida por Napoleão, em 1812, as tropas nazistas sofreram semelhante derrota contra as forças russas na Batalha de Stalingrado, em 1942. Contudo, não seriam essas as únicas semelhanças entre os líderes que almejavam ser senhores da Europa. O principal fator para a desistência de Hitler da Rússia foi a chegada do terrível inverno. Em 1941, a Alemanha já tinha invadido um espaço quatro vezes maior que a Grã-Bretanha. Mas a chegada do inverno com temperaturas de 10 graus negativos foi decisivo para vitória russa.

Fontes : 
Sala de Guerra

*Escrito por Filipe Pontes


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Espião japonês chega ao Havaí a fim de estudar a ilha norte-americana


Em 27 de março de 1941, chega ao Havaí o espião japonês responsável pelas informações que culminaria no ataque a Pearl Harbor, fazendo com que os EUA entrassem na 2ª Guerra Mundial.

Takeo Yoshikawa ingressou na Marinha Imperial Japonesa em 1933, se graduando como melhor aluno.  Após sua graduação, ele tentou suicídio. Depois, resolveu entrar  para a Inteligência da Marinha e se propôs a estudar tudo sobre os EUA.

Em 1940, ele passou nos exames do Ministério de Estrangeiros, tornando-se diplomata júnior. Então Yoshikawa foi enviado para o Havaí, sob a cobertura de um vice-cônsul chamado Tadashi Morimura, chegando lá em 27 de março de 1941.

Ele alugou um apartamento e andava pelas ruas tomando notas das locações Navais da ilha e passava as informações para o consulado japonês. Fez passeios nos rebocadores locais, ouviu fofocas, planos curtos e até entrou no porto, respirando através de uma cana, para saber mais dos locais navais.

Abaixo, podemos ilustrar um pouco de como era a vida de Yoshikawa em Honolulu. No vídeo, em inglês, vemos as instalações que ele usava e os lugares que costumava frequentar para observar os possíveis locais que seriam atacados.

Fonte:

* Escrito por Larissa Godoy

quarta-feira, 1 de maio de 2013

E começa o terceiro ano de Guerra...

1941. A segunda guerra mundial começava a ficar mais intensa. As tropas britânicas invadiam lugares como Trobuk, Etiopia, Eritreia, Somália inglesa e italiana, entre outros. Os EUA declaram neutralidade perante a Alemanha e é aprovado o Lend-Lease.

Pierre Laval, mesmo sendo simpatizante do nazismo, foi obrigado pela Alemanha a ocupar o cargo de primeiro ministro da França de Vichy. O comandante alemão Erwin Rommel é nomeado comandante da Afrika Korps e com sua força ele chega até Trípoli e, mesmo com o domínio italiano sendo maior na região, ele instala a primeira base do Afrika Korps na África do Norte.

No final de fevereiro se inicia as “três noites de Blitz”, na Swansea, localizada no sul do País de Gales. O bombardeio durou cerca de treze horas, deixando um total de 397 feridos e 230 mortos. Foram lançadas 896 bombas pela Luftwaffe.

*Escrito por Roberta Damiani

terça-feira, 30 de abril de 2013

Desenrolar da Guerra nos últimos meses do ano

Estamos em novembro de 1940, o mundo assiste apreensivo o desenrolar da Guerra. Nos Estados Unidos, Roosevelt é reeleito pela terceira vez. Fato ameaçador para Hitler. A imprensa americana divulga o acontecimento como "algo decisivo para o rumo do mundo". Paralelamente a estes acontecimentos,  Eslováquia, Hungria e Romênia entram para o Grupo do Eixo. Os conflitos continuam: Munique é bombardeada e Itália é atacada pelo mar.

Londrino assiste a chegada de bombas aéreas
No mês seguinte, dezembro, algo devastador deve ser lembrado: o ataque massivo da Alemanha em Londres. Também conhecido como Segundo Grande Incêndio de Londres, foi um bombardeio aéreo à capital, feito por aeronaves da Luftwaffe. 


Perigo: Bomba não explodida

Este ataque, na verdade, havia começado em 7 de setembro e foi chamado de Blitz. O objetivo de tais ataques era enfraquecer a Grã-Bretanha para que posteriormente pudesse ser invadia. O número estipulado de civis mortos na Blitz, que durou até 10 de maio de 1941, foi de 43.000 e mais de um milhão de casas danificadas. 





O filme é ficção e sua temática não é a Segunda Guerra Mundial, contudo em seus primeiros dois minutos, mostra um pouco do que foi a Blitz. Vale a pena ver, para ter uma noção mais "palpável" do que foi o bombardeio. Na cena, Londres é atacada e a família foge para o abrigo subterrâneo no quintal. O filho mais novo se arrisca ao voltar para casa a fim de resgatar o porta-retrato do pai, soldado na Guerra.

Fonte: 
Grandes Batalhas (blog)


*Escrito por Vanessa Beraldo (cena do filme: Emily Caroline)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Forma-se o Eixo Berlim – Roma – Tóquio



No dia 27 de setembro de 1940 foi assinado em Berlim o Pacto Tripartite, entre a Alemanha nazista, a Itália fascista e o Império do Japão, dando origem ao que ficou conhecido como Eixo. Tal acordo foi assinado pelo ministro alemão Von Ribbentrop, pelo embaixador japonês Saburu Kurusu e pelo ministro italiano Conde Ciano.


O motivo para a assinatura era pressionar os Estados Unidos e conseguir com que o país permanecesse neutro durante a guerra. Além de estar sendo documentado que o Império japonês teria, a partir de então, total domínio da Ásia e a Europa ficaria “por conta” da Alemanha e da Itália.

No artigo III do Pacto era dito que os três países se apoiariam mutuamente quando algum deles fosse atacado por alguma grande potência que se mantinha neutra na guerra. Ora, as duas únicas grandes potências ainda neutras eram Estados Unidos e União Soviética. No artigo V, estava que nada do que fora relatado anteriormente dizia respeito à URSS e, dessa forma, não feria qualquer pacto previamente existente entre os países do Eixo e os russos.

Portanto, o texto se referia à única grande potência possível: os Estados Unidos. Porém, mesmo com tal esforço para manter os norte-americanos fora da guerra, deu-se exatamente o contrário quando, no final de 1941, os japoneses atacaram Pearl Harbor.

Posteriormente, devido à pressão do III Reich, outros países acabaram por assinar o Pacto: Hungria, Romênia, Eslováquia, Bulgária e Iugoslávia. 
Pacto Tripartite trazido a nós pelo Jornal do Brasil

Fontes:
Scholastic
(pesquisado em 26 de abril de 2013)
*Escrito por Emily Caroline

domingo, 28 de abril de 2013

O Primeiro Verão da Segunda Guerra Mundial

Em julho de 1940 o governo francês mudou sua capital para Vichy, devido ao bombardeio em Paris. Navios ingleses atacam a força francesa, fazendo com que a França rompa relações com a Inglaterra. 

No dia 11 de julho, o Marechal Pétain assumiu a liderança de Vichy. Em 14 de julho, a Espanha ocupou Tânger, com o objetivo de manter a neutralidade na zona. Ao mesmo tempo, no dia 16, Hitler deu ordem para começar a operação Leão Marinho, invasão alemã em território inglês. No mês seguinte, dia 03, a Itália começou sua invasão à Somália Britânica. Ainda em agosto, 15, a Luftwaffe intensifica os ataques a Inglaterra, e no dia 29 o governo francês cria Legiões Combatentes.

Fonte:
Grandes Guerras
                                                                       *Escrito por Lucas Valério

sábado, 27 de abril de 2013

Campos de Auschwitz - Símbolos da barbárie Nazista

São os mais famosos dos campos de concentração e extermínios criados pelos Nazistas na Polônia ocupada. Houve três campos principais e 39 auxiliares. Localizavam-se nos municípios de Auschwitz e Birkenau, a cerca de sessenta quilômetros da cidade de Cracóvia, capital da região da Pequena Polônia. Os três campos principais eram:

No portão principal de Auschwitz lê-se:
"Arbeit macht frei"
 ("O trabalho liberta").
Auschwitz I
Centro administrativo para todo o complexo

Aberto em 20 de Maio de 1940, no campo morreram cerca de 70.000 intelectuais polacos e prisioneiros de guerra soviéticos.

A rotina
A SS (“Tropa de Proteção” ligada ao partido nazista e a Adolf Hitler, cujo lema era: “Minha honra chama-se lealdade”) selecionava os prisioneiros, chamados Kapos, para fiscalizar o restante. Todos os prisioneiros trabalhavam ao som da música de marcha tocada por uma orquestra. O domingo era reservado para a limpeza com duchas e não havia trabalho.

O lugar
Os dormitórios, onde se encontravam os prisioneiros, eram úmidos e não havia calefação. Feitos de tijolos, alguns sobre o solo seco, abrigavam prisioneiros que se amontoavam apenas com seus uniformes, em pequenos espaços suportando temperaturas abaixo de zero.

Como os presos eram identificados

Os presos eram obrigados a usar insígnias nos uniformes conforme a categoria – “motivo político” era um triângulo vermelho; “homossexual”, um rosa, dentre outros.
















Auschwitz II (Birkenau)
Campo de extermínio

O campo tinha área de 2,5 por 2 km² e estava dividido em várias seções. Era cercado por arame farpado e cercas elétricas (alguns prisioneiros utilizaram-nas para cometer suicídio). Abrigou até 100.000 prisioneiros em dado momento. O objetivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (caso de Auschwitz I e III), mas sim de exterminá-los.

Como chegavam os prisioneiros e a seleção
Os prisioneiros chegavam ao campo diretamente por uma linha de trem, geralmente em condições desumanas, em vagões de gado e carga. Algumas vezes estes prisioneiros eram levados diretamente para as câmeras de gás. Ou fazia-se uma seleção onde eram enviados primeiro mulheres, idosos, crianças e doentes. Os “escolhidos” tomavam banho de desinfecção (contra tifo), raspavam o cabelo e deixavam seus pertences.





O processo de envio às câmaras e morte


Para evitar o pânico, os destinados a câmaras eram informados que iriam para duchas para serem higienizados. Havia um vestuário onde as vítimas eram obrigados a se despir e depois eram levados aos “chuveiros” onde funcionavam os crematórios e a liberação de gases tóxicos. O processo demorava apenas 10 minutos.

Intelectuais, políticos e outras pessoas perigosas eram fuziladas no Muro da Morte, nos fundos do bloco 11, ou enforcadas. Entre maio e julho de 1944, perto de 438.000 judeus da Hungria foram deportados para Auschwitz-Birkenau e a maioria deles foi lá executada. Se a capacidade dos fornos não era suficiente, os corpos eram queimados em fogueiras ao ar livre. Neste campo morreram aproximadamente 1.000.000 de judeus e 19.000 ciganos.

Auschwitz III (Monowitz)
Foi utilizado como campo de trabalho forçado para a empresa IG Ferben

IG Forben
Conglomerado de empresas químicas que deteve o monopólio da produção durante a Alemanha nazista. Forben vem do alemão, significado “tintas”, “corantes” ou “cores”. Inicialmente eram produzidas tintas, mas aos poucos a produção voltou-se aos setores avançados da indústria química.

Condições de trabalho
Os presos trabalhavam pelo menos 11 horas por dia para impulsionar a máquina de guerra alemã. Construíram prédios e estradas, e produziram carvão, borracha sintética, produtos químicos, armas e combustíveis em indústrias como a Krupp e a IG Farben. Embora não haja números oficiais, vários morreram de cansaço durante as obras.

Alimentação
A alimentação também era precária, os trabalhadores recebiam três refeições diárias que incluíam pedaços de pão, sopa de batata e café. Os que realizavam trabalho braçal recebiam mais comida, em média 1.700 calorias e os que realizavam trabalhos mais leves recebiam 1.300 calorias diárias. Insuficiente, muitos morriam diante da exaustão do trabalho.

Números e Informações
Os números de mortes são especulados entre 1 milhão a 1,5 milhão de pessoas, mas ainda não foi chegado a um dado oficial.

Durante os anos de operação do campo, perto de 700 prisioneiros tentaram escapar, dos quais 300 tiveram êxito. A pena aplicada às tentativas de fuga era a morte por inanição. (o condenado era deixado ao abandono, sem alimentos, até morrer de fome).

O fim das Concentrações

No final da guerra, prevendo a vitória dos aliados, os alemães começaram a destruir crematórios e documentos enquanto evacuavam os prisioneiros. Os que não conseguiam andar foram deixados lá e liberados posteriormente. Hoje, Auschwitz é um museu que preserva a memória do maior genocídio da História.

Auschwitz foi o maior entre os dois mil campos de concentração e trabalhos forçados construídos pelos nazistas.

Ali foram mortos cerca de 1,2 milhão de judeus (25% do total de judeus mortos na guerra), 150 mil poloneses, 23 mil ciganos e 15 mil soviéticos.

Quando as forças soviéticas libertaram o campo, ao fim da guerra, encontraram gigantescas pilhas com cerca de 850 mil vestidos, 350 mil ternos, milhares de pares de sapatos e montanhas de roupas de crianças, além de oito toneladas de cabelos humanos que seriam utilizados como enchimento de travesseiros.

As tropas soviéticas libertaram 7.650 presos. Todos abaixo do peso e incapazes de se locomover. Alguns dias antes da chegada dos libertadores, os alemães tiveram o cuidado de dinamitar as instalações de extermínio e de queimar quase todos os arquivos. Os documentos que sobraram foram divididos entre soviéticos e poloneses. Entre eles, há testes científicos em que os nazistas usaram prisioneiros como cobaias.

Fontes:
(pesquisado dia 27 de abril de 2013)
                                                         *Escrito por Filipe Pontes dos Santos

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alemães e ingleses entram em conflito em águas norueguesas


http://www.danieleranocchia.it/images/foto_marina/altmark.jpg
Altmark, petroleiro alemão.
O “Incidente Altmark foi uma batalha naval da Segunda Guerra Mundial, na Noruega, entre o Reino Unido e a Alemanha nazista. Aconteceu em 16 de Fevereiro de 1940. Naquela época as águas norueguesas eram neutras.

Em fevereiro de 1940, o petroleiro alemão Altmark estava retornando para a Alemanha com 299 marinheiros mercantes britânicos a bordo, prisioneiros de guerra que foram apanhados de navios afundados. Em seu caminho a partir do sul do Atlântico, ele passou pelas águas neutras da Noruega.

Por insistência dos contatos britânicos que vieram a perseguir o navio, o mesmo foi investigado três vezes em 15 de fevereiro pela Marinha Real da Noruega.

Em cada caso, tomou-se a palavra dos alemães de que no navio eram realizados negócios puramente comerciais. Após o terceiro embarque, os prisioneiros britânicos detidos no porão do navio teriam feito grandes esforços para sinalizar a sua presença, mesmo que a lei internacional não proibisse a transferência de prisioneiros de guerra em águas neutras. Os grupos de busca noruegueses não inspecionaram o porão e permitiram que o navio continuasse seu caminho.

Altmark foi, então, descoberto fora de Egersund mais tarde, no mesmo dia, por um avião britânico, que levantou o alarme na Royal Navy.

As forças norueguesas recusaram-se a participar de uma escolta conjunta reiterando que, nas pesquisas anteriores ao petroleiro, nada tinha sido encontrado. Na ação que se seguiu, o navio encalhou. Os britânicos, em seguida, embarcaram às 22:20 em 16 de Fevereiro. Seis marinheiros alemães morreram e oito ficaram feridos pelos britânicos. As escoltas norueguesas protestaram, mas não interviram. A explicação oficial dada mais tarde pelo governo foi de que, de acordo com o tratado internacional, um país neutro não estava obrigado a resistir a uma força muito superior.
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Altmark_Incident.jpg
Alemães mortos no Incidente sendo levados por terra.

O incidente semeou dúvidas sobre a neutralidade da Noruega entre os Aliados, bem como na Alemanha. Ambos os lados tinham planos de contingência para uma ação militar contra a Noruega, principalmente para controlar o tráfego de minério de ferro da Suécia. A ocorrência também serviu para que Adolf Hitler se convencesse de que os Aliados não iriam respeitar a neutralidade da Noruega e, em 19 de fevereiro, decidiu intensificar o planejamento para a Operação Weserübung, a ocupação da Dinamarca e da Noruega, que eventualmente ocorreu em 09 abril de 1940.


*Escrito por Larissa Godoy