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sábado, 11 de maio de 2013

Review - Cartas de Iwo Jima

Nome original: Letters From Iwo Jima
Gênero: Drama, História, Guerra
Elenco principal: Ken Watanabi, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara
Data de estreia: 20 de dezembro de 2006 (EUA), 16 de fevereiro de 2007 (BR)
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos
Premiações: Oscar de Melhor Edição de Som; Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
Indicações: Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor - Clint Eastwood e Melhor Roteiro Original; Globo de Ouro de Melhor Diretor - Clint Eastwood


Pôster oficial do filme - divulgação

Cartas de Iwo Jima é um filme que une ficção e realidade. É baseado em fatos históricos ocorridos na Segunda Guerra, sobre a tomada de Iwo Jima, quando os Estados Unidos se opuseram ao Japão Imperial.

O general Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe) recebe a ordem de comandar as tropas japonesas em Iwo Jima, e lá chega em junho de 1944. Os soldados na ilha sabem do trágico fim que os aguarda, pois a derrota é praticamente certa e eles somente podem encontrar a morte, mas sob o comando de Kuribayashi decidem lutar até o final, honradamente.

Durante os meses que antecedem a batalha, o general e seus subalternos escrevem cartas direcionadas aos seus parentes. É por meio da história destas cartas que os personagens do filme ganham vida e podemos ter uma visão diferenciada da Guerra, já tão explorada em filmes. A visão dos japoneses.

O filme foi produzido em 2006, simultaneamente com outro filme (na verdade, algum tempo depois, como um irmão gêmeo que nasce no dia seguinte), A Conquista da Honra (Flags of Our Fathers), do mesmo diretor. Ele conta a mesma história, mas pela perspectiva norte-americana.

Minha opinião: filme muito bom, eu indico sem medo! Pra quem, como eu e como a maioria dos brasileiros e ocidentais no geral, tinha uma visão americanizada e hollywoodiana da Guerra, é super válido poder ter um vislumbre do que aconteceu "do outro lado". Ideologicamente, não concordo com a política de "suicídio com honra" dos japoneses, muito explorada no filme, o dito haraquiri, para não morrer nas mãos do inimigo, mas este ato faz parte da cultura japonesa e não há como desprezá-lo.

Contudo, para quem não gosta de ver sangue ou mortos por todo lado, com certeza este não é o filme mais indicado. E, infelizmente (ou felizmente?), já sabemos o final do filme, pois é o mesmo final da História da Guerra em si.

Ken Watanabe - pôster oficial - divulgação
Kazunari Ninomiya - pôster oficial - divulgação

Tsuyoshi Ihara - pôster oficial - divulgação
Veja o trailer legendado (*a legenda deve ser ativada antes de o vídeo ser visto **o idioma original do filme é o japonês):

Com informações dos sites IMDBAdoro Cinema e Filmes de Cinema.

*Escrito por Emily Caroline

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Ataque Doolittle


No mês de abril de 1942 o clima entre Japão e Estados Unidos começou a esquentar cada vez mais. Os americanos se rendem aos japoneses em Bataan. E em represália ao ataque à Pearl Habor, os americanos planejaram o Ataque Doolittle, onde atacaram as cidades de Tóquio, Yokogama, Nagoya e Kobe.

Arquitetado pelo Tenente-Coronel James Harold Dolittle, o ataque foi realizado em 18 de abril e foram usados 230 kg de bombas. A investida obrigou os japoneses a se mudarem para suas ilhas, onde poderiam ter usados as suas unidades de caça contra os Aliados.

Após o ataque a Tóquio, foi descoberto que dois aviões estavam desaparecidos. Meses depois soube-se que pelo menos oito pilotos americanos eram mantidos reféns na sede da polícia japonesa.

O episódio foi recriado nos filmes Trinta Segundos sobre Tóquio (1944) e Pearl Harbor (2001).

Fonte:
*Escrito por Roberta Damiani

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os japoneses atacam Pearl Harbor e os Estados Unidos entram na Guerra

'Tora! Tora! Tora!': a temida esquadra americana afunda, em chamas, em águas havaianas


Em 7 de dezembro de 1941, num ataque supostamente inesperado, o Japão bombardeou a base norte-americana no Havaí. Supostamente, pois já desde meados de 1940, os Estados Unidos conseguiam decifrar os códigos diplomáticos japoneses e interceptar, de antemão,  seus movimentos. Desta forma, embora desconhecessem o dia e hora do ataque, já esperavam por ele.

Os dois países, já há anos, viviam um clima de estabilidade frágil. Desde o início do século, eles disputavam entre si a detenção do comércio no Pacífico e no Extremo Oriente. O Japão ascendeu como nova potência mundial na década de 1930 e os Estados Unidos sabiam que ele seria seu principal adversário no caso de guerra. Desde 1931, quando houve a Ocupação da Manchúria, os norte-americanos viam claramente a real possibilidade de um conflito.

Por serem capazes de interceptar as mensagens em códigos dos japoneses, os Estados Unidos estavam prevenidos. Contudo, eles criam que nada seria feito contra Pearl Harbor, mas somente contra outras bases, na Ilha de Guam e nas Filipinas, e só se preocuparam em protegê-las, deixando o Havaí de lado. Contudo, tal suposição se mostrou errônea. 

Conforme estudos de historiadores, naquele dia 7 de dezembro, o chefe de Estado-Maior, general George Marshall, recebeu um aviso do possível ataque japonês a uma base americana, mas o alerta mandado a Pearl Harbor chegou muito tarde e nada mais pôde ser feito.

O ataque teve enormes proporções e mais de 2.000 americanos morreram, além da destruição de 18 embarcações e 349 aeronaves.  Segundo as palavras do presidente Roosevelt, esta foi "uma data que viverá na infâmia".

Tal acontecimento foi a gota d’água que fez com que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial, fazendo assim com que o conflito, que já tomava conta de toda a Europa, se alastrasse pelo continente americano. Pode-se dizer, com base em estudos da História, que desde o início os EUA esperavam que o Japão desse o primeiro passo e, assim, eles entrariam na guerra como vítimas, não como agressores.  

Pearl Harbor antes do ataque 

Destruição da base

Em 2001, foi lançado um filme sobre o acontecimento na base. Ben Affleck, Kate Beckinsale e Josh Hartnett protagonizam esta obra do cinema. Pearl Harbor ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Sonoros e foi indicado em outras três categorias: Melhores Efeitos Especiais, Melhor Som e Melhor Canção Original ("There You'll Be"). Também recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original.




Fontes:

*Escrito por Emily Caroline



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Espião japonês chega ao Havaí a fim de estudar a ilha norte-americana


Em 27 de março de 1941, chega ao Havaí o espião japonês responsável pelas informações que culminaria no ataque a Pearl Harbor, fazendo com que os EUA entrassem na 2ª Guerra Mundial.

Takeo Yoshikawa ingressou na Marinha Imperial Japonesa em 1933, se graduando como melhor aluno.  Após sua graduação, ele tentou suicídio. Depois, resolveu entrar  para a Inteligência da Marinha e se propôs a estudar tudo sobre os EUA.

Em 1940, ele passou nos exames do Ministério de Estrangeiros, tornando-se diplomata júnior. Então Yoshikawa foi enviado para o Havaí, sob a cobertura de um vice-cônsul chamado Tadashi Morimura, chegando lá em 27 de março de 1941.

Ele alugou um apartamento e andava pelas ruas tomando notas das locações Navais da ilha e passava as informações para o consulado japonês. Fez passeios nos rebocadores locais, ouviu fofocas, planos curtos e até entrou no porto, respirando através de uma cana, para saber mais dos locais navais.

Abaixo, podemos ilustrar um pouco de como era a vida de Yoshikawa em Honolulu. No vídeo, em inglês, vemos as instalações que ele usava e os lugares que costumava frequentar para observar os possíveis locais que seriam atacados.

Fonte:

* Escrito por Larissa Godoy

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Forma-se o Eixo Berlim – Roma – Tóquio



No dia 27 de setembro de 1940 foi assinado em Berlim o Pacto Tripartite, entre a Alemanha nazista, a Itália fascista e o Império do Japão, dando origem ao que ficou conhecido como Eixo. Tal acordo foi assinado pelo ministro alemão Von Ribbentrop, pelo embaixador japonês Saburu Kurusu e pelo ministro italiano Conde Ciano.


O motivo para a assinatura era pressionar os Estados Unidos e conseguir com que o país permanecesse neutro durante a guerra. Além de estar sendo documentado que o Império japonês teria, a partir de então, total domínio da Ásia e a Europa ficaria “por conta” da Alemanha e da Itália.

No artigo III do Pacto era dito que os três países se apoiariam mutuamente quando algum deles fosse atacado por alguma grande potência que se mantinha neutra na guerra. Ora, as duas únicas grandes potências ainda neutras eram Estados Unidos e União Soviética. No artigo V, estava que nada do que fora relatado anteriormente dizia respeito à URSS e, dessa forma, não feria qualquer pacto previamente existente entre os países do Eixo e os russos.

Portanto, o texto se referia à única grande potência possível: os Estados Unidos. Porém, mesmo com tal esforço para manter os norte-americanos fora da guerra, deu-se exatamente o contrário quando, no final de 1941, os japoneses atacaram Pearl Harbor.

Posteriormente, devido à pressão do III Reich, outros países acabaram por assinar o Pacto: Hungria, Romênia, Eslováquia, Bulgária e Iugoslávia. 
Pacto Tripartite trazido a nós pelo Jornal do Brasil

Fontes:
Scholastic
(pesquisado em 26 de abril de 2013)
*Escrito por Emily Caroline